O adúltero não tem juízo!

Bíblia

“Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói.” (Provérbios 6:32)

O pecado de adultério consiste em uma pessoa casada se envolver em relações sexuais fora do casamento, isto é, com outra pessoa que não seja o seu cônjuge. O apóstolo Paulo disse que quem comete esse pecado não herdará o Reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10), a menos que se converta, é claro (1 Coríntios 6:11).

No Livro de Provérbios nós lemos o seguinte:

“Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida, eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana. Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares, pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas. Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa? Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés? Assim acontece com quem se deita com mulher alheia; ninguém que a toque ficará sem castigo. O ladrão não é desprezado se, faminto, rouba para matar a fome. Contudo, se for pego, deverá pagar sete vezes o que roubou, embora isso lhe custe tudo o que tem em casa. Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará, pois o ciúme desperta a fúria do marido, que não terá misericórdia quando se vingar. Não aceitará nenhuma compensação; os melhores presentes não o acalmarão.” (Provérbios 6:23-35)

Nesse texto, o autor inspirado mostra que o adultério, além de ser pecaminoso e destruir o casamento, acaba por arruinar a vida do próprio adúltero, pois este destrói sua família e boa reputação na sociedade, que levaram décadas para serem construídas.

O adultério consegue ser pior que a prostituição, porque a prostituta se contenta com o pagamento (“pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão”), enquanto que a adúltera exige o sacrifício de toda uma vida (“mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas”).

O adultério também é pior que o roubo, porque um ladrão que rouba para matar a fome, se for pego, terá que restituir com juros o que roubou, mas aquele que se deita com a mulher do seu próximo não pode restituir o marido traído, pois este “não aceitará nenhuma compensação; os melhores presentes não o acalmarão”. Por causa do ciúme e da indignação, o marido traído ficará furioso e “não terá misericórdia quando se vingar”.

Aquele que adultera peca contra Deus (depois que adulterou, Davi afirmou que pecou contra Deus – 2 Samuel 12:13; Salmos 51:4), contra o seu cônjuge e contra si mesmo (Paulo afirmou que a imoralidade sexual é pecado que se faz no próprio corpo, de modo que o imoral a si mesmo se fere – 1 Coríntios 6:18-20). Todo aquele que adultera “a si mesmo se destrói. Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará”.

Apesar disso, algumas pessoas afirmam que não é errado quebrantar a lei de Deus com pecado sexual se ninguém fica ferido. Mas a verdade é que sempre alguém fica ferido. Os cônjuges se magoam e até os filhos saem feridos. O adultério viola o relacionamento familiar.

E mesmo que o casamento sobreviva ao adultério, o casal perde a confiança e pode demorar para recuperar. As leis de Deus não são arbitrárias. Não proíbem uma diversão boa e sã. Mas nos orientam para o bom caminho a fim de que não nos destruamos fazendo o mal contra contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos.

Todavia, é importante lembrar que o perdão de Deus está disponível àquele que se arrepende de todo o coração e aceita Jesus como Senhor e Salvador: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9); “… Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1). O rei Davi também cometeu adultério (2 Samuel 11), porém se arrependeu e foi perdoado (2 Samuel 12). Leia: Os pecados de Davi. Jesus perdoou uma mulher adúltera, mas disse: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (João 8:1-11). Da fato, o apóstolo Paulo afirmou que muitos cristãos de Corinto outrora haviam cometido, entre outros pecados, o pecado do adultério (1 Coríntios 6:9), mas “foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Coríntios 6:11). Deus está sempre pronto a perdoar, pois Ele não quer a morte do ímpio, mas sim que o ímpio se arrependa e viva: “Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!” (Ezequiel 18:32).

“Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.” (Salmos 51:17)