7 aspectos da vida de Jesus que são historicamente certos

Jesus

Gary Habermas, um historiador americano, estudioso do Novo Testamento, filósofo da religião e apologista cristão, desenvolveu o que ele chama de abordagem dos fatos mínimos. Essa abordagem lista sete aspectos históricos da vida de Jesus que podem ser mantidos com grande certeza. Eles são os seguintes:

1.  Jesus morreu em uma cruz romana.

É universalmente aceito que Jesus de Nazaré morreu por crucificação. Até mesmo o agnóstico e estudioso do Novo Testamento Bart Ehrman afirma que “a crucificação de Jesus pelos romanos é um dos fatos mais seguros que temos sobre sua vida” [1]. Os romanos eram assassinos eficientes. Eles garantiam que os indivíduos a quem foram encarregados de matar de fato morressem. Caso contrário, eles mesmos morreriam no lugar deles.

Dr. George Currie, falando acerca da disciplina dos soldados romanos, diz: “O castigo para quem abandonasse o posto era a morte, conforme determinavam as leis (Dion. Hal., Antiq. Rom., 8.79). O mais famoso discurso sobre a rigidez da disciplina militar é aquele de Políbio (6.37-38), que menciona que o medo de punições fazia com que os soldados dedicassem total atenção ao dever, especialmente nas vigílias da noite. Esse texto carregava consigo a autoridade de alguém que estava descrevendo o que tivera oportunidade de ver com os próprios olhos. Em geral suas afirmações são citadas por outros autores”. [2]

2. Os discípulos tiveram experiências que os levaram a acreditar que Jesus havia ressuscitado dos mortos.

Quase todos os historiadores aceitam que os discípulos tiveram experiências que os levaram a acreditar na ressurreição de Jesus. Quase todos os estudiosos concordam que algo aconteceu no primeiro domingo de Páscoa, embora divirjam sobre o que aconteceu.

3. Os discípulos foram transformados pelas suas experiências a ponto de estarem dispostos a morrer pelo que sabiam ser verdade.

Muitas pessoas já morreram por causa de mentiras, mas elas pensavam tratar-se de uma verdade. Se a ressurreição de Jesus não ocorreu, os discípulos sabiam disso. Seria difícil encontrar onze pessoas que estivessem dispostas a morrer em defesa de uma mentira mesmo sabendo que era mentira e sem obter nenhum lucro com isso. Os apóstolos enfrentaram a morte para provar a veracidade de suas afirmações. Harold Mattingly, em seu compêndio de História, escreve: “Os apóstolos São Pedro e São Paulo selaram seu testemunho com o próprio sangue” [3]. Tertuliano escreveu que: “Nenhum homem estaria disposto a morrer, a menos que soubesse que detinha a verdade” [4].

“Como foi que eles se transformaram, quase que da noite para o dia”, indaga Michael Green, “naquele indomável bando de entusiastas que enfrentaram oposições, cinismos e zombarias, dificuldades, prisão e morte, em três continentes, ao pregarem, por toda a parte, Jesus e sua ressurreição?” [5]

Por que os discípulos iriam aceitar morrer por uma mentira que eles mesmos teriam inventado? Isso não faz sentido [6]. O que eles ganharam em troca? Fama? Dinheiro? Prazer? Conforto? Uma vida de luxos? Eles não ganharam nada além de perseguições de toda sorte e sofreram mortes terríveis. Nenhum historiador sério nega a historicidade das perseguições aos cristãos primitivos por suas pregações [7].

A única explicação é que eles realmente acreditavam que Jesus havia ressuscitado dos mortos.

4. A mensagem da ressurreição foi promovida no início da história da igreja.

Ao longo do Novo Testamento, os primeiros credos são anteriores aos documentos do Novo Testamento. Um dos primeiros é 1 Coríntios 15:3-7, que fala das aparições da ressurreição de Jesus aos discípulos, Tiago e 500 testemunhas ao mesmo tempo.

A formulação do credo é extremamente precoce. O agnóstico Bart Ehrman afirma que o material remonta “ao início dos anos 30 da Era Comum” [8].  James DG Dunn sustenta que o material data de “dentro de um ano ou dois dos eventos em si” [9]. Mais provavelmente, o credo data do próprio ano da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. Isto junto com Gálatas 1:18-19 e os primeiros credos estão entre os primeiros materiais de todo o registro do Novo Testamento.

5. Saulo de Tarso, o antigo opositor do Cristianismo, tornou-se cristão depois de encontrar Jesus ressuscitado.

Ninguém nega que Saulo de Tarso teve alguma experiência no caminho de Damasco que transformou radicalmente sua vida. O que poderia ter transformado esse fariseu em um cristão? Ter um encontro com Jesus ressuscitado poderia provocar tal transformação (ver Atos 26).

6. Tiago, o irmão de Jesus, um ex-cético, tornou-se cristão depois de encontrar Jesus ressuscitado.

Tiago, um irmão de Jesus, não acreditava em Jesus (João 7:1-13 mostra uma história realmente cruel, onde os irmãos de Jesus tentam levá-Lo a uma armadilha mortal mostrando-Se publicamente numa festa na qual eles sabiam que os líderes judeus iriam persegui-Lo e matá-Lo). No entanto, sua experiência com o Jesus ressuscitado mudou tudo isso até o ponto de ele se tornar um líder da Igreja primitiva.

R. H. Fuller, que é um justo crítico liberal do Novo Testamento, disse que: “Mesmo que não houvesse uma menção de Paulo à aparição para Tiago, nós teríamos que inventar uma para explicar a transformação que ocorreu em Tiago entre a época de seus dias descrentes, antes da morte de Jesus, e da sua liderança na Igreja Primitiva.” [10]

A maioria de nós tem irmãos. O que seria necessário para fazer você crer que seu irmão é o Senhor, a ponto de estar disposto a morrer por essa fé, como Tiago morreu? Pois Tiago foi martiriza em 67 d.C. pelo sinédrio judeu por crer que Jesus era de fato o Senhor, Filho de Deus e Messias. Pode haver alguma dúvida de que a razão para essa mudança em Tiago é o que Paulo disse em 1 Coríntios 15: “Ele (Jesus) apareceu a Tiago”?

7. O túmulo foi encontrado vazio.

A maioria dos estudiosos históricos aceita que o túmulo de Jesus foi encontrado vazio no primeiro domingo de Páscoa. É interessante notar que a pregação da ressurreição aconteceu inicialmente em Jerusalém. Isso é importante porque os céticos saberiam onde ficava o túmulo de Jesus e poderiam facilmente verificá-lo. Se Ele estivesse no túmulo, a mensagem cristã teria sido refutada e morreria ainda no primeiro século. Mas Jesus de fato não estava lá.

Conclusão:

A melhor evidência sustenta não apenas que Jesus viveu e morreu, mas também que Ele ressuscitou dos mortos. E assim como Tiago e Paulo foram transformados pela ressurreição de Jesus, nós também podemos! Como os anjos em pé junto ao sepulcro vazio de Jesus, podemos confiantemente declarar: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lucas 24:6).


Notas de rodapé:

[1] Bart D. Ehrman, Why Was Jesus Killed?, Kindle ed.

[2] CURRIE, George. The Military Discipline of the Romans from the Founding of the City to the Close of the Republic (A Disciplina Militar dos Romanos da Fundação da Cidade ao Fim da República). Resumo de uma tese publicada sob os auspícios do Conselho de Graduação da Universidade de Indiana (nos Estados Unidos), em 1928.

[3] Harold Mattingly, Roman Imperial Civilization (London: Edward Arnold Publishers, Ltd., 1967), p. 226.

[4] Gaston Foote, The Transformation of the Twelve (Nashville: Abingdon Press, 1958), p. 12.

[5] Michael Green, Man Alive!(Downers Grove, 111.: InterVarsity Press, 1968), pp. 23-24.

[6] Clique aqui e veja o detetive de homicídios James Warner Wallace, apologista cristão e ex-ateu, listar cinco razões pelas quais os discípulos não estavam conspirando (mentindo) sobre a ressurreição de Jesus.

[7] Clique aqui e veja os relatos de Públio Cornélio Tácito sobre a perseguição aos primeiros cristãos.

[8] Bart D. Ehrman, Did Jesus Exist? This Historical Argument for Jesus of Nazareth (New York: HarperOne, 2012), 141

[9] James D. G. Dunn, Jesus Remembered, Christianity in the Making, vol. 1 (Grand Rapids; Cambridge, UK: Eerdmans, 2003), 864.

[10] https://www.youtube.com/watch?v=P2a6vunLvm0